sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Barreira


Aconteceu no dia do blecaute geral, era mais ou menos 22h e eu estava colocando o pé para fora da faculdade quando todas as luzes começaram a piscar perdendo a força.

Tudo ficou escuro.

Eu estava tentando atravessar a avenida para seguir até o ponto de ônibus, mas, sem energia o semáforo nunca ia ficar vermelho para os carros, que não paravam de passar. De repente ouço uma voz reclamando da falta de luz, sem enxergar nada comentei que parecia ter faltado energia em uma grande parte da cidade, pois não enxergava nenhum ponto de luz mesmo olhando sobre a avenida. Ambos concordamos e continuamos comentando sobre o blecaute.

Pouco tempo depois eu e todas as pessoas que queriam atravessar a avenida conseguimos. Chegando ao ponto de ônibus reparei que não sabia com quem conversara, pois estava totalmente escuro, parei por um instante para identificar quem era, e foi uma imensa surpresa para mim, pois, conhecia muito bem seu rosto, ela estava todos os dias ao meu lado esperando o ônibus no mesmo horário.

É interessante como nunca havia trocado nem sequer um oi e neste dia tivemos uma conversa muito agradável.

Isso me fez lembrar uma cena do livro e filme Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago, em que após todos na cidade ficarem cegos e passarem muitos meses sob esta condição um velho e uma jovem começam a se gostar.

Em um determinado momento da história as pessoas retomam a visão, um por um voltam a enxergar. Ao ouvir os gritos de felicidade das pessoas que diziam estar enxergando novamente o velho é o único que sente uma enorme tristeza, pois sabe que com a volta da visão a sociedade não aceitará o relacionamento de um velho e uma jovem. Sabe que ficará sozinho.

Comparando esta cena do livro e o dia do blecaute, a visão funciona como uma janela com grades. A partir do momento que este sentido se perde os preceitos para iniciar os relacionamentos mudam, os valores mudam, deixa de existir uma barreira e não uma fronteira.

Será que temos que nos orientar sempre pela ilusão dos olhos?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Naturalidade =) Controle

Todos rimos, até o mais sério de nós sorri em algum momento; pois, o riso é automático, espontâneo e universal, em todo canto do mundo o riso é entendido e correspondido.
Quando forçado se mostra forçado e quando legítimo se mostra legítimo.

Ao rirmos de alguma situação estamos demonstrando o quanto apreciamos ou não esta situação. O riso se mostra um fator social de aceitação que segrega e une pessoas. A partir de um sorriso autorizamos ou vetamos determinado comportamento, sem proferir sequer 1 só palavra, consequentemente, o riso ajuda a modelar culturas, por ser um fator de ”julgamento instintivo”, em que não existe o filtro da razão, do certo ou errado; apenas o impetuoso julgamento da situação.

Se pararmos para pensar, é engraçado como o riso (do o que julgamos como cômico) é uma das pouquíssimas características que não conseguimos substituir ou deixar de possuir, mudamos nossa forma de falar, de andar, de agir e até de pensar; mas a percepção do cômico por mais censurada que seja por nossos julgamentos éticos ainda é sincera e espontânea a todo instante.




O que será que nos falta? Controle ou naturalidade?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

.Entre dois pontos.


Duas pessoas, é basicamente assim que começa.

Duas pessoas que se conhecem e com o decorrer do tempo e dos fatos se distanciam, porém, continuam tão próximas quanto antes. É assim que acontece e se revela o termômetro da consideração, admiração e saudade. Passamos por este teste diversas vezes.

Percebo que existe muita distância entre eu e algumas pessoas, mas, mesmo assim a consideração não foi e nem é abalada.

Fico distante de quem amo todas as semanas, estou distante de alguns amigos há anos, tenho amigos que moram longe e vejo pouco, tenho amigos que moram perto e nunca mais encontrei, tenho amigos que nunca vi.

Pessoas que eu via todos os dias estão tão perto, porém, separadas de mim. Antigos professores, parentes, pessoas que já se foram... E hoje convivo com pessoas que nunca vi.

Contudo, a distância não é sinônimo de contato ou da falta dele. A distância nada mais é do que um espaço entre dois pontos.

Vocês devem estar pensando: - Ele está confundindo distância com consideração, e é óbvio que uma coisa é diferente da outra, mas não sou eu quem confunde isso no dia-a-dia, somos nós.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

E ninguém entendeu nada

Como diariamente acontecia, a viagem de volta começava com o veículo vazio e aos poucos seus lugares eram ocupados, até atingir sua lotação.

Todos os assentos foram preenchidos, sobe então um homem de aparência exausta e se posiciona próximo à porta de saída, ficando com uma perna sobre o degrau da saída e a outra perna na plataforma.principal.

O veículo começa a encher-se, e pouco tempo depois o homem se via cercado de pessoas. Percebeu também que ocupava todo o degrau e uma boa parte da plataforma.

Notou que logo perderia seu lugar, pois é de costume sentarem no degrau, visto que estão todos cansados e que não havia mais assentos vagos.

Esfregava a sola de seu sapato no degrau, sujando-o com os dejetos que estavam grudados. Queria evitar que alguém sentasse e “roubasse” seu lugar.

Conforme o ônibus se enchia de gente, todos notavam que o homem ocupava mais espaço que o normal e notaram que esfregava o sapato no degrau, tentando disfarçar.

O ônibus estava lotado, e ao entrar mais gente o homem percebeu que uma moça que estava próximo ameaçava invadir “seu” degrau, neste momento sua mente agiu! Impetuosamente pulou com os dois pés no degrau sentando em sua própria sujeira, e ninguém entendeu nada.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sejamos mais claros


Este esquema básico já foi apresentado a todos nós, lááá no início desta nossa vida de eternos estudantes.
Geralmente não pensamos na importância deste simples esquema.
Vou tentar explicar na prática o que acontece, já sabemos ,mas ,não percebemos ou não notamos com consciência.

1. O Emissor pensa em algo que quer expressar, seja um sentimento, uma ação, uma descrição ou o que quiser

Ex. Eu Mauricio, quero dizer a alguém que gosto de dinheiro.

Erros: Acontece quando não conseguimos identificar o que estamos sentindo por isso não sabemos que palavras escolher.

2. O Emissor “codifica” o que quer expressar (que está em seu sentido verdadeiro). Para “codificar” o Emissor escolhe um equivalente do código/ do sistema/ da linguagem, que quer expressar a Mensagem.

Ex. Eu Mauricio, penso em usar palavras para traduzir meu sentimento pelo dinheiro, para isso, seleciono as palavras “Gosto” e “Dinheiro” que fazem parte do código da Língua Portuguesa. Eu crio a frase “Eu gosto de dinheiro”

Erros: Acontecem, pois, a codificação do que se quer expressar é subjetiva, ou seja, cada pessoa cria/ interpreta e expressa do jeito que achar melhor.
Para este mesmo sentimento eu poderia ter escrito: “Eu adoro dinheiro” ou “Eu acho dinheiro bom” ou “Eu amo dinheiro”. Cada uma destas frases expressam um sentido diferente, pouco, mas, diferente.

3. O emissor, após codificar a mensagem vai expressá-la através de um Meio, pode ser o gestual, a escrita, a fala, o desenho...

Ex. Eu Mauricio, escolho a escrita e assim vocês podem ler: “Eu gosto de dinheiro”
– Eu Mauricio, escolho a fala (para isso você precisaria ouvir minha voz dizendo: “Eu gosto de dinheiro”)
– Eu Mauricio escolho o desenho (para isso eu desenharia um homenzinho feliz e ao lado muito dinheiro)

Erros: Acontece quando a caligrafia da pessoa é ilegível.
Acontece quando a voz ou dicção da pessoa não é boa.
Acontece quando a pessoa não consegue representar as coisas com desenhos ou quando o Emissor não escolhe bons símbolos para representar.
Em todos os casos a mensagem codificada chega ao Receptor de forma distorcida, com isso, o Receptor vai ter dificuldade de decodificar a mensagem.

4. A Mensagem é enviada do Emissor ao Receptor através do Meio escolhido. O Receptor recebe a Mensagem codificada.

Ex. Você lê: “Eu gosto de dinheiro”
- Você ouve eu dizendo: “Eu gosto de dinheiro
– Você vê um boneco feliz e ao lado muito dinheiro.

5. O Receptor recebe a frase codificada e tem o trabalho de Decodificar.

Ex. Você leu as palavras: “Eu gosto de dinheiro”, enviadas por mim, você pensa: O Mauricio Gosta de dinheiro

Erros: Você pode interpretar a Mensagem da forma que quiser ao decodificá-la, pois, a interpretação é subjetiva.
– Você pensa: O Mauricio é um ganancioso.
– Você pensa: O Mauricio faz qualquer coisa por dinheiro.
– Você pensa: O Mauricio acha legal o dinheiro.

A boa comunicação não acontece com tanta facilidade.
Pensem quantas vezes as pessoas conseguem expressar exatamente o que querem... isso tem que ser combinado com a quantidade de vezes que as pessoas interpretam corretamente as expressões interpretadas pelo emissores. Fora os problemas de códigos e meios.



Enfim, sejamos mais claros.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Vidas

Estes vídeos me foram apresentados por um professor em uma das aulas da vida.

In Saeng - A Vida
video

Das Rad - As Pedras
video


Vídeos que retratam a Vida de duas formas diferentes.
Uma diz que nossa vida é aprender, aprender, aprender e colaborar deixando uma parte de nós para os outros que vierem e assim aumentando a torre da vivência.
A outra diz que não importa o quanto cresçamos, nós, humanos, vamos acabar.

Eu creio na primeira, mas seria muita ingenuidade pensar que não passaremos nesse mundo tão rápido como os musgos.

E vocês, em quê acreditam?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Paradoxo do Trabalho

Olá Galera!
Este post foi feito sob encomenda!
Quem escreveu foi um amigo meu. Seu nome é Daniel Menezes; roqueiro, pensador e apreciador da arte verdadeira (redundante eu sei).
Concordei em deixar este texto para ele discorrer, pois, sei que o faria de forma sincera.

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“Se trabalhamos para viver, porque morremos de trabalhar?”

Era uma sexta-feira. Para ser mais exato, era sexta-feira, dia 3 de Abril, 7:02 da noite aproximadamente, e ao contrário do que se espera de uma narrativa como esta, era sim uma noite de sexta feira como outra qualquer.
Estava eu parado, com minha mochila nas costas, em pé, segurando na haste do ônibus, pois, em horário de pico jamais conseguiria um lugar no assento (nem conseguiria em nenhum outro, afinal, em São Paulo, é horário de pico a todo o tempo), observava duas moças aparentemente infelizes, vítimas do paradoxo do trabalho.
Enquanto era consumido pela ansiedade de chegar em casa, o que não aconteceria tão logo, fui questionado por um senhor de idade avançada, mal cheiroso e dentes quase tão amarelados quanto seus cabelos, sobre qual seria o ponto de ônibus mais próximo da Avenida Paulista.
Minha mente foi inundada por uma multidão de pensamentos sobre esta cena enquanto informava àquele pobre coitado bem sucedido qual ponto deveria descer.
Eu não quero ser esse pobre coitado bem sucedido, com a saúde mental e física arruinada pelo medo da pobreza. Vejo pessoas correndo por todos os lados, ficando obesas; envenenando seus corpos com cigarros, bebidas e outras drogas mais fortes; arruinando suas vidas conjugais, sem tempo para os seus filhos; estão arruinando o seu presente em nome de um futuro glorioso.
Que futuro? Será que ele vai chegar? Será que a sociedade vai sucumbir diante de seus próprios vícios?



O que antes era a ponte que nos levava até a realização do sonho, agora é a barreira que nos impede.
Quando crianças, livres da responsabilidade de alimentar nossas famílias, apenas sonhávamos em um dia, quem sabe, ser jogador de futebol, um astro da música ou um ator famoso, e não tínhamos a menor idéia dos motivos levaram nossos pais a se conformarem em ser apenas mecânicos, faxineiras, eletricistas ou outras funções bem mais anônimas. Então crescemos e descobrirmos o porquê:
O sonho morre diante do pesadelo de vê-lo cada vez mais distantes em função das incumbências diárias da vida, que nada contribuem para sua realização.
A falta de dinheiro, oportunidade e coragem lideram as paradas das motivações, vulgarmente conhecidas como "desculpas".
É estranho como este conformismo é tão criticados por nós na adolescência, porém, tão bem aceito na fase adulta.
Abrimos excessões, deixamos nosso sonho de lado ao invés de lutarmos com todas as nossas forças para realizá-lo.
O sonho que antes dava sentido à vida, agora sai e dá lugar apenas ao trabalho árduo, de sol a sol. Hoje trabalhamos, não para ficarmos ricos mas para deixarmos alguém rico.

Não comemos direito, não dormimos direito, não temos tempo para nossos amigos nem para nossas famílias. Nossos filhos são desconhecidos para nós, nossas esposas continuam sonhando com o príncipe encantado, pois se casaram, mas continuam solteiras.

Nossos corpos pagam pelos maus tratos que essas incumbências demandam, nos levando a um estilo de vida miserável, física e psicologicamente, e injustamente remunerado na maioria dos casos. Como se a destruição do templo do corpo pudesse ser compensada por um montante de dinheiro.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Fulano

Quantas vezes já vimos cenas das geleiras derretendo, ursos polares morrendo afogados e simplesmente pensamos: O mundo está mesmo aquecendo.
Quantas vezes já ouvimos alguém dizer que se arrepende muito de algo que fez e dizemos: sinto muito, eu te entendo...
Quantas vezes ouvimos as mulheres reclamando de dores por causa de cólicas e dizemos para nós mesmos: É... dói mesmo.
Quantas vezes temos aulas de algum assunto/matéria e depois dizemos que entendemos sobre aquilo...

Assim acontece na maioria das vezes. Nos deparamos com alguma situação e dizemos entendê-la, quando na verdade, não sabemos o que é realmente.

É como se eu me encontrasse com você, e acompanhado por um amigo lhe dissesse:
- Olá, este é Fulano, Fulano este é X(você)

ok... após alguns dias, em alguma conversa, alguém lhe pergunta:
- X(você), você conhece Fulano?
E você diz:
- Sim! É o amigo do Mauricio!
Na verdade, você não o conhece, só sabe que se chama Fulano e que é meu amigo.

Para conhecermos Fulano, é necessário termos vivência com ele. Só assim podemos dizer que o conhecemos e sabemos quem ele é. Funciona desta mesma forma para conhecermos qualquer coisa, precisamos vivê-las por um tempo. Aí sim compreenderemos de verdade e não teremos apenas uma idéia superficial do que ela é.

A grande dificuldade disso é que, por PENSAR que conhecemos o que é bom e o que é ruim para nós, sempre tratamos de nos privar do que PENSAMOS ser ruim, logo, optamos por não continuar este processo de vivência, pois, já julgamos que é algo ruim para nós, porém, como vimos – Simplesmente não conhecemos verdadeiramente a nova situação, apenas temos uma breve noção do que poderia ser.

No fim das contas, o fato de julgarmos imediatamente as novas experiências como ruim, nos isola de qualquer possibilidade de compreendê-la.
Se aprendermos a relevar por um momento, com certeza viveremos um pouco mais de algo que não nos permitimos viver.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Bons e Fantásticos

Os bons são aqueles que estudaram muito, trabalharam bastante e mantêm seu emprego muito bem, pois são extremamente bons no que fazem.

Os Fantásticos são os que escrevem os livros que os bons lêem. Escrevem baseados em experiências próprias, descobertas, tomadas de decisões arriscadas e improváveis, cresceram apostando em seus insights e muitas derrotas. Trabalham fazendo o que amam antes mesmo de conhecerem a definição técnica de seu trabalho; fazem o que gostam, pois, gostam simplesmente; não traem a si mesmo tentando ser o que não são.
Essas pessoas fantásticas não desistem do que querem, pois, fazem com outra motivação.

Em uma palestra ouvi uma frase interessante para os profissionais e futuros profissionais, o palestrante deu a seguinte sugestão: “Não prenda-se ao emprego, mas sim ao trabalho”.


Sempre escrevo meus textos vários dias antes de postá-los aqui no blog.
É engraçado eu postar este texto hoje, pois, ontem saí da agência que eu trabalhava.
Hoje fiz uma entrevista e agora estou no meio do maior campo aberto do parque do Ibirapuera, deitado no gramado e fazendo absolutamente nada.



Aproveitei para colocar o blog em dia, pensar em nada, alinhar os pensamentos e só.(aos trabalhadores: morreram de inveja né!?)

Voltando ao tema... qual dos dois você prefere ser e o que acham?

sábado, 4 de abril de 2009

Outra Forma

Creio que o erro que ocorre nas diversas ideologias estão nos nomes que se dão às coisas. Em cada religião o deus é chamado de uma forma. Para os Islâmicos é Allah, para os evangélicos é Criador/Senhor e é muito mencionado também o nome de Jesus, para o Candomblé é Oxalá, para os Budistas é o Buda(embora seja uma filosofia também) e assim por diante.

Eu vejo da seguinte forma:
A sensação de epifania é apenas uma.
O nome do deus pouco importa. O Muçulmano tem este momento de “iluminação” e o chama de Allah, o Evangélico ao se deparar com esta mesma sensação/situação o chama de Jesus/Deus.
Acredito que quando damos nomes, já estamos limitando a grandiosidade da sensação/estado. Acredito também que não é uma religião que encaminha alguém a esta sensação, mas sim, a evolução e maturidade dessa pessoa em relação à percepção disso.

Penso que deus não é um ser, mas sim, um entendimento; é um estado que inspira confiança, segurança, consciência... o que você precisar. Não possui tamanho, não é grande e nem pequeno; ou ele é ou ele não é, simplesmente. É sua fé.
Não é algo de fora para dentro, e sim, de dentro para fora. Não se comunica com palavras ou frases, pois, não é um ser para ter aprendido a falar, é um tipo de ordem que sempre acontece. A necessidade humana de nomear as coisas acabou por criar vários nomes de um mesmo estado de consciência, satisfação e confiança.

Albert Einstein dizia que uma mente que se abre nunca mais volta a seu estado original. Talvez tenha errado.

Acredito que a fé é o motor de tudo, é o mais importante que a própria religião. Para mim, a religião é uma tentativa de definir (dando nome) algo que não é passível de definição, não em palavras.
Gostaria de deixar claro que não acho a religião ruim, é muito boa! A religião consegue tornar palpável esta fé que arde sem nome dentro de nós.

Dizem que religião não se discute...concordo. Mas arrisco esta simples descrição. Não espero que concordem, pois, sei que cada um tem sua Forma.